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Produção de vinhos de Santorini despenca em seis anos

04 de September de 2026 2 leituras
Produção de vinhos de Santorini despenca em seis anos
Foto: Robert Schrader / Pexels

Colheita pode cair para 400 toneladas, enquanto demanda internacional mantém pressão sobre os preços

A produção de uvas em Santorini enfrenta uma forte retração em 2026, mesmo diante da crescente procura pelos vinhos da ilha grega no mercado internacional. A estimativa é de que a colheita fique entre 400 e 450 toneladas neste ano, ante aproximadamente 2.500 toneladas registradas em 2020.

Os números foram apresentados por Stelios Boutaris, presidente da Federação Grega do Vinho. Em apenas seis anos, portanto, o volume de uvas colhidas pode ter diminuído mais de 80%.

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A vindima começou com a Mavrotragano e avançou posteriormente para outras variedades, sobretudo a Assyrtiko, principal uva branca associada aos vinhos de Santorini. Neste ano, os produtores também anteciparam parte da colheita como estratégia para preservar a acidez natural das uvas.

As condições climáticas desfavoráveis ajudam a explicar o baixo volume, mas não são o único problema. Segundo Boutaris, o abandono dos vinhedos tornou-se uma das principais ameaças à continuidade da produção na ilha. Até mesmo práticas tradicionais de renovação das vinhas, como a chamada katavlades, vêm sendo utilizadas com menor frequência.

Apesar da queda na quantidade, a avaliação sobre a qualidade permanece positiva. Características como concentração e mineralidade continuam marcando os vinhos locais, enquanto a menor disponibilidade não reduziu o interesse dos compradores.

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Ao contrário, a oferta já é insuficiente para atender aos pedidos recebidos pelas vinícolas. A procura internacional continua elevada e, segundo o presidente da Federação Grega do Vinho, alguns produtores praticamente não têm mais estoques disponíveis para abastecer o mercado.

A escassez também chegou aos preços. Os vinhos de Santorini ficaram quase 100% mais caros nos últimos cinco anos, de acordo com Boutaris. Mesmo assim, a valorização não provocou uma queda proporcional na demanda.

O cenário expõe um contraste para uma das regiões vitivinícolas mais conhecidas da Grécia: enquanto seus vinhos mantêm prestígio e procura crescente, a redução dos vinhedos e da quantidade de uvas disponíveis coloca pressão sobre a capacidade de Santorini atender ao mercado nos próximos anos.

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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de revistaadega.uol.com.br.

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